União das Freguesias de Assafarge e Antanhol - Coimbra
  
                               
Relativamente as lendas e histórias que se contam sobre subterrâneos tesouros escondidos lá no alto, no Castelo, em Abrunheira, José Carlos Patrício repõe a verdade dizendo “um dia veio parar-me as mãos o segredo do Castelo Adeus sonho, adeus meninice. Felizmente que á beleza do sonho de infância se substituiu a beleza que a Ciência também tem. Então é assim. O nosso Castelo é um Castelo que não é porque foi construído para servir a Ciência. Foi apenas (e muito foi) a «marcar da Raposeira» […]. Corria o ano de 1804, Reinava s Rainha D. Maria I. Ela não, porque estava louca, no seguimento das atrocidades que a Revolução Francesa (1789) havia infligido aos reis de França, seus parentes. Em vez dela, como Regente, seu filho D. João VI. Em 1807, Junot começaria a 1ª Invasão Francesa. Por enquanto a Ciência era uma forte preocupação. Em 17 de Março em 1804, o Visconde de Anadia assinava a seguinte carta, enviada a José Monteiro da Rocha.
Meu Mestre, Amigo e Senhor que muito venero e estimo.
Recebi a carta de Vossa Senhoria de 10 presente de que fiz todo o apreço e dezejando muito abzequiar a Vossa Senhoria e concorrer quanto em mim couber para adiantamento das Sctencias; mandando ordem a Francisco Quaresma, administrador da minha Quinta da Várzea, para se facilitar a construção do marco ou Bliza, no sitio que Vossa Senhoria indicar para uso do Observadorio dessa Universidade em cujo esplendor me interesso tanto, quanto apeteço, ter ocasiões de mostrar a Vossa Senhoria a particular estimação e affecto com que sou de Vossa Senhoria discípulo e amigo. Visconde de Anadia.
[…] Disseram-me (ou sonhei) que um homem tinha de ir, por noite de luar, ou noites de tempestade, acender uma luz no alto da torre. Essa luz era avistada do Observatório e permitia determinar o erro do azimute.
A «marca da Raposeira» cumpriu a sua missão científica por muitos anos até que novos aparelhos científicos a vieram destronar da sua função. Se vocês tiverem filhos pequenos, não sei se será melhor conta-lhes tudo sobre o Castelo, ou se será mais belo deixá-los a sonhar com subterrâneos e tesouros escondidos lá no alto”.
 
JOGOS E BRINQUEDOS TRADICIONAIS
De acordo com as memórias dos mais velhos, recuperaram-se os
jogos de malha e de cartas (sueca), as damas e o dominó.


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